terça-feira, 28 de agosto de 2007

Presentes.Futuros.Realidades.Virtualidades.

Oh yeah what we're living in (let me tell ya)
It' a wonder man can eat at all
When things are big
That should be small
Who can tell what magic spells we'll be doing for us.
And I'm giving all my love to this world
Only to be told I can't see, I can't breathe
No more will we be
And nothing's gonna change the way we live
Cuz we can always take and never give
And now that things are changing for the worse,
See, it's a crazy world we're living in
And I just can't see that half of us immersed in sin Is all we have to give these

Futures made of virtual insanity now always seem, to be governed by this love we have
For useless, twisting, our new technology
Oh now there is no sound for we all live underground

And I'm thinking in what a mess we're in
Hard to know when to begin
If I could slip the sickly ties that earthly man has made
And now every mother can choose the color of her child
That's not nature's way
Well that's what they said yesterday
There's nothing left to do but pray
I think it's time I found a new religion
Whoaaa it's so insane to synthesize another strain
There's something in these futures that we have to be told.

Futures made of virtual insanity now always seem, to be governed by this love we have
For useless, twisting of our then new technology
Oh now there is no sound for we all live underground

Now there's no sound if we all live underground
And now it's virtual insanity
Forget your virtual reality
Oh, there's nothing so bad, I know yeah

Oh, this virtual insanity, we're living in,
Has got to change, yeah
Things will never be the same
And I can't go on
While we're living in oh, oh virtual insanity
Oh, this world has got to change
Cos I just, I just can't keep going on, it was virtual,
Virtual insanity that we're living in, that we're living in
That virtual insanity is what it is

Futures made of virtual insanity now always seem to be governed by this love we have
For useless, twisting, our new technology
Oh there is no sound for we all live underground

Living - Virtual Insanity
Living - Virtual Insanity
Living - Virtual Insanity
Living - Virtual Insanity

Virtual Insanity is what we're living in

segunda-feira, 27 de agosto de 2007

Férias (work in progress)







Nina Simone - Feeling Good

NINA SIMONE > Feeling Good
Anthony newley, leslie bricusse


Birds flying high you know how I feel
Sun in the sky you know how I feel
Reeds driftin on by you know how I feel


Its a new dawn
Its a new day
Its a new life
For me
And Im feeling good


Fish in the sea you know how I feel
River running free you know how I feel
Blossom in the tree you know how I feel


(refrain)


Dragonfly out in the sun you know what I mean, dont you know Butterflies all havin fun you know what I mean
Sleep in peace when day is done
Thats what I mean


And this old world is a new world
And a bold world
For me


Stars when you shine you know how I feel
Scent of the pine you know how I feel
Oh freedom is mine
And I know how I feel

domingo, 26 de agosto de 2007

Women

NINA e FEIST

quinta-feira, 12 de julho de 2007

> smoke 1

coreografia de Mats Ek, interpretação Sylvie Guillem e Niklas EK, música de Arvo Part

> Smoke 2

> smoke 3

segunda-feira, 2 de julho de 2007

domingo, 1 de julho de 2007

Chico e Oscar

sábado, 23 de junho de 2007

ever near ever far

EVER NEAR
EVER FAR
coreografia de HEINZ SPOERLI
ORQUESTRA
SINFÓNICA
PORTUGUESA
SINFONIA Nº 5, GUSTAV MAHLER
Jun 21, 22, 28, 29, 30 às 21:00
e 23 às 16:00
CNB . www.cnb.pt

sexta-feira, 22 de junho de 2007

chelsea hotel

domingo, 17 de junho de 2007

sol!

finalmente, neste fim de tarde. . .

sexta-feira, 15 de junho de 2007

all about faces and shoes

Coldfinger, "Supafacial", 2007

segunda-feira, 4 de junho de 2007

música de elevador

domingo, 3 de junho de 2007

Alices.Sem título



postal

comer.dormir.ouvir música.ler.sozinha.aqui.


terça-feira, 29 de maio de 2007

apontamento

Video de "Apontamento", Margarida Pinto, 2005

quarta-feira, 23 de maio de 2007

...

(dedicado à Lis, cujo blog Letras & Manias fez ontem 365 dias!)
[obrigado Lis, pela partilha... que tem tomado também a forma de ideias, palavras, imagens... "trabalho" a duas mãos]

cadáver esquisito

A Q u I ...(...participa!)
[organizado/iniciado pela
S.]

terça-feira, 22 de maio de 2007

Day is done

When the day is done
Down to earth then sinks the sun
Along with everything that was lost and won
When the day is done.

When the day is done
Hope so much your race will be all run
Then you find you jumped the gun
Have to go back where you began
When the day is done.

When the night is cold
Some get by but some get old
Just to show life's not made of gold
When the night is cold.

When the bird has flown
Got no-one to call your own
Got no place to call your home
When the bird has flown.

When the game's been fought
You speed the ball across the court
Lost much sooner than you would have thought
Now the game's been fought.

When the party's through
Seems so very sad for you
Didn't do the things you meant to do
Now there's no time to start anew
Now the party's through.

When the day is done
Down to earth then sinks the sun
Along with everything that was lost and won
When the day is done.

Nick Drake, "day is done", Five leaves left_1969

...sempre II

Sempre, Lena D'Água, lançado ontem, dia 21 ...

...sempre I

.
Não suportavas que eu ouvisse Lena D'Água... como se fosse o barulho de uma campainha insistente ou o ranger de portas inoportunas ou o silvo doloroso de um pensamento que não querias pensar...
Fazias sempre tudo para a calar, para calar a Lena que é D'Água e que só queria que o amor a quisesse...
E eu fazia-te, sempre, a vontade
e calava-a
(e calava-me)
[e tu, por fim, calavas-te]

e falava o silêncio...

"Sempre que o amor me quiser
basta fazer-me um sinal,
soprado na brisa do mar
ou num raio de sol..."

E eu não gostava assim tanto de a ouvir... gostava daquela... daquela canção em particular...
E não sei se foi pela falta de amor que tinhas por aquela música ou pela falta que havia dele entre nós... comecei a dizer que gostava de a ouvir, mesmo.
(...para te irritar?)
E deitava-me no sofá, com as portadas da janela abertas e o sol a espalhar-se na sala... e ouvia-a quando tu não estavas... quando estavas para chegar (...quando entravas na sala com uns sacos e umas histórias e umas novidades e um olhar de reprovação e náusea)

"Sempre que o amor me quiser
sei que não vou dizer não
resta-me ir para onde ele for
e esquecer-me de mim..."

E comecei a gostar de a ouvir, mesmo.
Até aquelas coisas... "olhó robot"... e aquela outra.....
(Piroso; asseguravas-me)
E já quase me esqueci de ti...
[Ficou o amor por ela...]
{...e a vontade de me esquecer de mim...}
.

segunda-feira, 21 de maio de 2007

Carlos Barretto "in loko"

é que só digo uma coisa...foi muito bom.mas mesmo, mesmo, mesmo, mesmo muito...BOM.

segunda-feira, 14 de maio de 2007

porque sim

petição para ler/assinar; Comissão de Trabalhadores da CNB

domingo, 13 de maio de 2007

"o espírito da vaca"


sábado, 12 de maio de 2007

mundo(s)

quarta-feira, 9 de maio de 2007

: Jardim das Fábulas





















...uma peça de teatro infantil (não "infantilóide")
com uma encenação/concepção criativa e divertida...
[o material gráfico foi realizado pela
Patricia]

sábado, 5 de maio de 2007

Ne me quitte pas!

Ne me quitte pas
Il faut oublier
Tout peut s'oublier
Qui s'enfuit déjà
Oublier le temps
Des malentendus
Et le temps perdu
A savoir comment
Oublier ces heures
Qui tuaient parfois
A coups de pourquoi
Le coeur du bonheure

Ne me quitte pas
Ne me quitte pas
Ne me quitte pas

Moi je t'offrirai
Des perles et des pluie
Venues de pays
Où il ne pleut pas
Je creuserai la terre

Jusqu'après ma mort
Pour couvrir ton corps
D'or et de lumière
Je ferai un domaine
Où l'amour sera roi
Où l'amour sera loi
Où tu seras reine

Ne me quitte pas
Ne me quitte pas
Ne me quitte pas
Ne me quitte pas

Je t'inventerai
Des mots insensés
Que tu comprendras
Je te parlerai
De ces amants-là
Qui ont vu deux fois
Leurs coeurs s'embraser
Je te racontrai
L'histoire de ce roi
Mort de n'avoir pas
Pu te rencontrer

Ne me quitte pas
Ne me quitte pas
Ne me quitte pas

On a vu souvent
Rejaillir le feu
De l'ancien volcan
Qu'on croyait trop vieux
Il est paraît-il
Des terres brûlées
Donnant plus de blé
Qu'un meilleur avril
Et quand vient le soir
Pour qu'un ciel flamboie
Le rouge et le noir
Ne s'épousent-ils pas

Ne me quitte pas
Ne me quitte pas
Ne me quitte pas
Ne me quitte pas

Je ne vais plus pleurer
Je ne vais plus parler
Je me cacherai là
A te regarder
Danser et sourire
Et à t'écouter
Chanter et puis rire
Laisse-moi devenir
L'ombre de ton ombre
L'ombre de ta main
L'ombre de ton chien

Ne me quitte pas
Ne me quitte pas
Ne me quitte pas
Ne me quitte pas

não me deixes, pá!
















Outras Canções II

Assisti há poucas horas atrás ao concerto...
Brilhante, dos arranjos às interpretações
Momentos altos, entre vários possíveis:
os originais "Margarida" de Mário Laginha e "Reflexão Total" com poema de António Gedeão musicado por Pedro Moreira; "Olha, Maria"; "Ne me Quitte Pas"; "Black Trombone"; "Perfect Lovesong" (...)

quinta-feira, 3 de maio de 2007

escangalhado

"(...)
Morando em São Gonçalo você sabe como é
Hoje a tarde a ponte engarrafou
E eu fiquei a pé
Tentei ligar pra você
O orelhão da minha rua
Estava escangalhado
Meu cartão tava zerado
Mas você crê se quiser...
(...)"


Seu Jorge, "São Gonça"

domingo, 29 de abril de 2007

porque hoje é domingo (ou apenas porque sim...)

quarta-feira, 25 de abril de 2007

: da poesia e da liberdade na rua





















pintura de H. Vieira da Silva

Climas, Nuri Bilge Ceylan

domingo, 22 de abril de 2007


segunda-feira, 16 de abril de 2007

adoro/detesto velórios

…familiares e amigos e colegas e conhecidos e desconhecidos e outros que não se sabe quem são ou porque vieram (nem os próprios)…
É vê-los chegar, condoídos e impecáveis, de gravata ou rendas, óculos escuros e palavras perfeitas.
(alguns trazem flores, outros não)

…tudo no seu lugar, irrepreensível (…e a capela tão bonita, tão bem arranjada)
Todos muito quietos, depois de abraços sentidos e beijos piedosos.
Todos calados e pensativos, de sobrolho franzido e mãos postas e braços mudos.
Todos de escuro; nem uma corzinha, nem um sorriso, nem um cabelo em desalinho
(só silêncio e murmúrios)

…palavra de honra; é que nem o morto destoa, impecável, na sua pose digna e severa, no seu melhor fatinho a cheirar a naftalina
(e o naperon tão branquinho)
…impecável.

E deixa-se o morto e a viúva e as beatas e as flores e as rezas…
(e a solidão de estar ali…)
E vai-se para a pastelaria do prédio em frente (snack-bar “O Paraíso”) onde não cabem mais que três mesas com três cadeiras cada e onde os bolos de arroz desmaiam na vitrine com ar de que estão ali há uma semana e onde há um empregado desdentado a quem se pede chá e bica (bem tiradinha, se faz favor…) e onde se come qualquer coisa para calar o estômago e onde uma televisão pregada ao tecto mostra os programas da tarde com os seus casos e cantores e misérias e aspiradores e viúvas … (realmente a televisão nunca dá nada de jeito) e onde à mesa, entre chávenas e guardanapos, se fala do mal-educado do morto, um sovina que até batia na mulher (toda a gente sabia) e se finge ter pena dele (que Deus o tenha e guarde) e da esposa (coitadinha) e da amante (a galdéria do 2º esquerdo) e do filho, que parece que afinal nem acabou o curso lá por Lisboa (…como o outro, era engenheiro sem o ser) e da vizinha e de toda a gente… e onde por fim, com a boca suja de migalhas, se vai dizendo “é assim, é a vida” e se conclui “é a vida” e se tenta não lembrar que um dia destes ainda nos acontece o mesmo; impecáveis e dignos, vestidos no melhor fatinho a cheirar a naftalina…
(impecável).

dos "grandes" V

sábado, 14 de abril de 2007

espera


quinta-feira, 12 de abril de 2007

"está bem abelha"

«
Como o meu pai costuma dizer, de onde menos se espera é que não sai nada de jeito, e talvez por isso nunca me entregou um lugar de responsabilidade na empresa. Não se trata de uma empresa grande: é o meu pai, a secretária do meu pai, meia dúzia de operários e eu fabricamos clips, os clips Osório para prender papéis, vendidos em caixas de 150 nas boas casas da especialidade ou seja papelarias de bairro entre o Alto de Santo Amaro e a Ajuda. Os clips pertencem à família há três gerações, a secretária do meu pai entrou para a firma quando a veia da cabeça da minha mãe lhe rebentou e ela está lá na vivenda, muito quietinha na poltrona, com uma manta nos joelhos, a olhar para a gente com um olho morto e o outro meio vivo e a cochichar de vez em quando
- Osório
a única palavra que consegue pronunciar e que mostra bem o seu apego aos clips. Antes da história da veia a minha mãe protegia-me: sempre que eu preenchia mal uma factura e o meu pai vinha do gabinete ralhar comigo
- De onde menos se espera é que não sai nada de jeito
a minha mãe que fazia tudo o que a secretária faz agora menos dar-lhe beijinhos entre portas protestava logo
- Deixa o rapaz sossegado Gustavo que ele nasceu para o saxofone
o meu pai ainda argumentava
- Então que largue os clips e se dedique à Filarmónica
mas amainava a zanga e permitia que eu passasse os sábados e os domingos a tocar pasodobles nos ensaios da Estudantina. Depois a veia saltou, a minha mãe recolheu à poltrona a segredar
- Osório
o meu pai admitiu a secretária que me preveniu ao segundo dia, toda inchada de importância
- Agora a música é outra senhor Tadeu
e de facto pelo barulho que ela fazia no gabinete do meu pai o ritmo tornou-se diferente. O meu pai deu-lhe sociedade nos clips e nomeou-a gerente, tirou-me do escritório e agora trabalho na entrada a abrir a porta e atender telefones. A mim não me rala. A única coisa que me aborrece é não poder trazer o saxofone e ensaiar aqui, por o maestro achar que ando uma oitava acima no Viva Dolores e atrapalhar o meu colega do trombone de varas. Se eu pudesse ter o saxofone na empresa a minha vida mudava: assim que o meu pai desembestasse do seu canto a agitar um papel indignado
- De onde menos se espera é que não sai nada de jeito
eu soprava o Viva Dolores a pensar
- Está bem abelha
e nem sequer o ouvia, a ele e à secretária, a chamarem-se pêssego, a chamarem-se maçãzinha, a chamarem-se outras frutas e a derrubarem caixas de clips no gabinete trancado. Pensava
- Está bem abelha
metia o saxofone à boca e esquecia-me de abrir a porta, esquecia-me de atender os telefones, a apurar o Viva Dolores para não estragar a partitura ao trombone de varas. O meu pai falou anteontem em despedir-me por eu não dar rendimento no serviço. Falou-me que pela primeira vez em três gerações um Osório não tem amor aos clips. Pela primeira vez em três gerações um Osório prefere tangos aos arames. Pela primeira vez em três gerações um Osório nasceu parvo. Que pela primeira vez em três gerações um Osório não merece prender os papéis dos portugueses e que em vista disso passava a minha quota para o nome da dona Vivelinda, a qual para além de ser competente nas facturas ganhou tanta afeição aos clips como se pertencesse à família. Ao contrário do que vocês possam imaginar não me incomodei. O maestro acha que eu já acerto com o Viva Dolores e a minha ideia é agarrar no saxofone, num banquinho de lona e num boné velho, sentar-me no banquinho à entrada da Igreja da Ajuda, pôr o boné, virado ao contrário, no chão, e tocar pasodobles aos domingos de manhã entre duas missas. O cego da concertina, que está lá há seis anos, diz que existem dias de se fazer cem escudos e mais no caso do sacristão não vir perturbar os artistas com o cabo da vassoura. O sacristão não deve ser muito diferente do meu pai e se ele aparecer a ameaçar-me com o pau eu
- Está bem abelha
pego no saxofone, no banco e no boné e mudo a minha arte para a capela de Alcântara. Os artistas em vida é quase sempre assim, e o Bach por exemplo deve ter apanhado imensas vezes com uma esfregona no toutiço o que não o impediu de compor as Violetas Imperiais e o Esta noche me emborracho. E como ainda hoje eu disse ao cego, que concordou comigo, o que é que o Bach e o Mozart tinham, em matéria de queda para os pasodobles, que a gente os dois não tenhamos?
»


"Livro de Crónicas"
crónica de António Lobo Antunes

sexta-feira, 6 de abril de 2007

Construção

Chico Buarque

quarta-feira, 4 de abril de 2007

Vai passar

Vai passar
Nessa avenida um samba popular
Cada paralelepípedo
Da velha cidade
Essa noite vai
Se arrepiar
Ao lembrar
Que aqui passaram sambas imortais
Que aqui sangraram pelos nossos pés
Que aqui sambaram nossos ancestrais

Num tempo
Página infeliz da nossa história
Passagem desbotada na memória
Das nossas novas gerações
Dormia
A nossa pátria mãe tão distraída
Sem perceber que era subtraída
Em tenebrosas transações

Seus filhos
Erravam cegos pelo continente
Levavam pedras feito penitentes
Erguendo estranhas catedrais
E um dia, afinal
Tinham direito a uma alegria fugaz
Uma ofegante epidemia
Que se chamava carnaval
O carnaval, o carnaval
(Vai passar)
Palmas pra ala dos barões famintos
O bloco dos napoleões retintos
E os pigmeus do bulevar
Meu Deus, vem olhar
Vem ver de perto uma cidade a cantar
A evolução da liberdade
Até o dia clarear

Ai, que vida boa, olerê
Ai, que vida boa, olará
O estandarte do sanatório geral vai passar
Ai, que vida boa, olerê
Ai, que vida boa, olará
O estandarte do sanatório geral
Vai passar


Francis Hime - Chico Buarque, 1984

segunda-feira, 2 de abril de 2007

dos "grandes" III

Trienal

_
TRIENAL DE ARQUITECTURA DE LISBOA

Ai Criaturas / Corações




_
_
_
_
_
_
_
_
_
_
_
_
_
_
_
_
_
Labirinto, óleo s/papel, 2007

pintura de Brígida Machado
...até dia 14 de Abril, Galeria Trema

domingo, 1 de abril de 2007

Aniñando

Morrer.
Mas antes, e acima de tudo, viver, de preferência em boa companhia...Comovente. de deixar a lágrima ao canto do olho pelo trágico e pela comédia. Pela inevitabilidade e pela alegria de viver...de rir...de chorar...por mais. Porque depois do fim há...(rodolfo!!!!!).
Porque sim.
Porque viver é bom. Porque quando morrermos deve ser uma chatice descobrir como é que se cruzam as mãos...!
Viver.
Porque não?
a propósito de "Aniñando", em cena no Teatro da Trindade até 1 de Abril

sexta-feira, 30 de março de 2007

dos "grandes" II

segunda-feira, 26 de março de 2007

dos "grandes" I

domingo, 25 de março de 2007

Il Caimano


divertido...subversivo...completo.

domingo, 18 de março de 2007

Little Miss Sunshine


Imperdível! Se querem saber o que é ter uma sala inteira a rir às gargalhadas até não conseguir respirar e ter ataques de asma, então este é o filme certo...

sábado, 17 de março de 2007

Nova Orleães.1956.Um assassinato. Todos são suspeitos...

















lagartear

", expôr-se ao sol ( como os lagartos) "

é o que me apetece fazer hoje...lagartear

sexta-feira, 16 de março de 2007

(...)
_
…Começava assim o texto que quis escrever, naquela noite.
…O texto que começei a escrever, sobre aquela noite.

Aquela noite em que cheguei tarde a casa.

Aquela noite em que estava cansado e fui ao cinema, antes de voltar para casa, tarde; não muito tarde, mais tarde que nos dias anteriores, mais cedo do que realmente tarde; um “tarde” improvável, em que a casa ainda me esperava e eu já não me lembrava dela.
Aquela noite que não sei exactamente quando foi, mas da qual me lembro.
Aquela noite em que não havia mais nada, ninguém; só a casa.

Encontrei-o hoje, por acaso, dentro de um livro que ainda não li…
Ficou pelas primeiras frases… o texto que não existiu, sobre um momento que aconteceu (onde nada acontecia). O texto sobre nada… sobre chegar a casa e estar frio e ser tarde… e folhas brancas em cima da mesa, vazias.

sábado, 10 de março de 2007

adultos experimentados e com bom senso!!



O acesso ao pulo do lobo pode fazer-se de duas formas. Quem viaja em viatura todo o terreno (VW Polo contam??)deverá sair de Serpa pela estrada de S. Brás, seguindo a indicação para o monte da portela nova. A estrada é alcatroada nos primeiros 15 kms, passando a estrada de terra pouco antes da descida para a ribeira de limas. Subitamente, o Alentejo de montado desaparece e dá lugar a um frondoso cenário de choupos e loendros. A travessia é fácil (digam isso ao VW Polo!!!). Uma vez que a passagem é empedrada, o único obstáculo a enfrentar será o nível das águas, o que só se verifica em períodos de chuva abundante. Este caminho entronca mais adiante com o que em seguida se descreve, tendo aqui, direito a sinalização. O segundo acesso faz-se pela estrada Serpa Mértola, seguindo a indicação que se encontra junto a Vale do Poço. A estrada até ao referido entroncamento só está parcialmente alcatroada e pode não estar e pode não estar suficientemente sinalizada. Em caso de dúvida haverá que nunca abandonar o que apresenta como o caminho principal (ou seguir o carro da frente, que no meio de nenhures deve ir para o mesmo sítio que nós...). Entrando no acesso comum, já não há engano possível. Os cabeços, cada vez mais agrestes, anunciam a proximidade do rio Guadiana e eis-nos chegados à primeira plataforma de observação, a que se segue de imediato uma outra. Se possível, estacione na segunda ( obviamente...ficámos na primeira...), observe e procure interpretar o que está a ver. Tem diante de si dois troços de rio com um desnível de 13,5m ligados pela queda, que apenas se adivinha, do Pulo do Lobo. Para jusante vê dois leitos: um, o mais elevado, aparece como uma ampla plataforma de xisto esculpido pelo tempo – é o antigo leito do velho Guadiana; o outro, cavado dentro deste, é um extenso canal rectilíneo por onde o rio efectivamente corre – o leito novo do rio. Chamam-lhe a “corredoira” e tem cerca de 12 Kms com esta forma. …

Atenção: O acesso à queda pela margem esquerda só é aconselhável a adultos experimentados e com bom senso. A situação ideal é contemplar a “corredoira”desta plataforma e, para observar a queda em segurança, optar pelo acesso da margem direita onde, como se pode ver, existe um miradouro com protecções e, até, um pequeno parque de merendas.
Para tal, bastará, chegando a Mértola, tomar a estrada para Corte de Gafo de Cima (direcção Beja) e, a partir daí, seguir a sinalização.

Realmente vimos que havia um miradouro...vimo-lo da margem esquerda, onde estávamos...e, sempre em segurança, quase a anoitecer, fomos até ao pulo do lobo...sempre como adultos experimentados e com bom senso que somos...


In Guia Turístico da Planície Dourada

the information

video de Jacob Stein_ "The Information", Beck

segunda-feira, 5 de março de 2007

lobos

A Wolf At The Door

Drag him out your window
Dragging out your dead
Singing I miss you
Snakes and ladders
Flip the lid
Out pops the cracker
Smacks you in the head
Knifes you in the neck
Kicks you in the teeth
Steel toe caps
Takes all your credit cards
Get up get the gunge
Get the eggs
Get the flan in the face
The flan in the face
The flan in the face
Dance you fucker dance you fucker
Don't you dare
Don't you dare
Don't you flan in the face
Take it with the love is given
Take it with a pinch of salt
Take it to the taxman
Let me back let me back
I promise to be good
Don't look in the mirror
At the face you don't recognize
Help me call the doctor
Put me inside
Put me inside
Put me inside
Put me inside
Put me inside
I keep the wolf from the door
But he calls me up
Calls me on the phone
Tells me all the ways that he's gonna mess me up
Steal all my children
If I don't pay the ransom
But I'll never see him again
If I squeal to the cops
No no no no no no no:
Walking like giant cranes ah
With my x ray eyes i strip you naked
In a tight little world and why are you on the list?
Stepford wives who are we to complain?
Investments and dealers investments and dealers
Cold wives and mistresses
Cold wives and sunday papers.
City boys in first class
Don't know we're born little
Someone else is gonna come and clean it up
Born and raised for the job
Someone else always does always pick it up
Get over get up get over
Turn the tape off.
I keep the wolf from the door
But he calls me up
Calls me on the phone
Tells me all the ways that he's gonna mess me up
Steal all my childrenIf I don't pay the ransom
But I'll never see him again
If I squeal to the cops
So I'm just gonna'

Radiohead, "Hail to the Thief"

dias cinzentos dão nisto...

Wake... from your sleep
The drying of your tears
Today.. we escape
We escape.
Pack and get dressed
Before your father hears us
Before.. all hell.. breaks loose.
Breathe... keep breathing
Don’t lose.. your nerve.
Breathe... keep breathing
I can’t do this.. alone.
Sing us a song
A song to keep us warm
There’s such a chill
Such a chill.
You can laugh
A spineless laugh
We hope that your rules and wisdom choke you
Now we are one everlasting peace
We hope that you choke.. that you choke
We hope that you choke.. that you choke
We hope that you choke.. that you choke

"Exit Music" Radiohead

terça-feira, 20 de fevereiro de 2007

: ir

sábado, 17 de fevereiro de 2007

"the melancholy death of oyster boy & other stories"


Uma espreitadela única ao universo de Tim Burton,
com a leitura integral do livro.


Obrigada intruso!

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2007







promovendo o silêncio ...

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2007

finis

Se antes de abrir a boca
Já está tudo dito
Deverei abrir a boca?

Enredar-me nas águas
se o mar consome as areias
Por toda a parte?

Levantar-me alucinado
Se as nuvens apagam o fogo
Mais cedo ou mais tarde?

Se não há nada para dizer
Onde se acumulam as palavras
Que não foram ditas?

Casimiro de Brito, "Subitamente o silêncio"

sexta-feira, 9 de fevereiro de 2007

......................................................IIII.=.........


vida

Numa altura em que tanto se fala de vida, aqui fica A banda, das que conheço, que, para mim, melhor celebra esse oceano em que estamos todos mergulhados, e no qual uns nadam melhor que outros...

quinta-feira, 8 de fevereiro de 2007

imagens vazias

domingo, 4 de fevereiro de 2007

"Inscrição"

Uma linha sou e desenho
Com o meu corpo.

O caminho onde pousa o pé
Desaparece comigo.

Casimiro de Brito in Subitamente o silêncio

sexta-feira, 2 de fevereiro de 2007

estúdio #3


domingo, 28 de janeiro de 2007

da cidade


sábado, 27 de janeiro de 2007

coisas...

não tenho,
nunca tive,
não terei (?)
...
mas gosto
(especialmente em preto)

do sentimento

«
Os sentimentos atrasam,
as paixões atrasam,
as instituições atrasam,
está tudo a mais, nesse demais sempre a pesar sobre a existência, ela própria uma ideia a mais,
filósofos, sábios, médicos, padres, pouco a pouco, de mansinho e brutalmente, têm-nos feito esta vida falsa
porque não há profundidade nas coisas, não há além, nem mais voragem do que a que formos capazes de lá pôr (...)
»
_
Antonin Artaud
de "Os Sentimentos Atrasam"

quinta-feira, 25 de janeiro de 2007

da luz























(...da luz; encontrado aqui)

terça-feira, 23 de janeiro de 2007

para a zoomista


pirogravura a partir de "the artist's bedroom", Van Gogh

pássaros

Espaços

"
Todas as coisas e seres
são dados aos poemas e exigem estar.
Próximas paisagens distantes,
seres presentes.
Entre o aparo e a escrita.
Próxima, não a respiração
mas a presentificação das coisas,
infindos riscos."

zoom em "Cenas Vivas", de Fiama Hasse Pais Brandão

sexta-feira, 19 de janeiro de 2007

estúdio #1


quinta-feira, 18 de janeiro de 2007


recordações mistas


Hoje comi uma tosta mista e lembrei-me de ti.
(... sorrio)

Insistias que fosse tal como gostavas
com queijo, fiambre, manteiga e um condimento (teu) secreto.

Partilhavamos quase sempre os mesmos gostos
mas docemente me convencias do contrário.

Hoje, voltei a sentir o sabor de uma tosta mista
e lembrei-me de ti, ansioso pela minha resposta:

"Então, gostas?"
(muito)



Zulm Kitchen

terça-feira, 16 de janeiro de 2007

mão

dia de...


domingo, 14 de janeiro de 2007

mãos


sábado, 13 de janeiro de 2007

2 em 1

Jeff Buckley ao som de "Soldier's things", Tom Waits

quinta-feira, 11 de janeiro de 2007

a propósito de "Diálogo de Vanguardas" I

_


Oskar Kokoschka, (zoom em...) Schlafendes Mädchen





1840, J.M.W.Turner

a propósito de"Diálogos de vanguardas"...


kokoschka"The red egg"

D E R I V A

VIII

Vi as águas os cabos vi as ilhas
E o longo baloiçar dos coqueirais
Vi lagunas azuis como safiras
Rápidas aves furtivos animais
Vi prodígios espantos maravilhas
Vi homens nus bailando nos areais
E ouvi o fundo som das suas falas
Que já nenhum de nós entendeu mais
Vi ferros e vi setas e vi lanças
Oiro também à flor das ondas finas
E o diverso fulgor dos outros metais
Vi pérolas e conchas e corais
Desertos fontes trémulas e campinas
Vi o rosto de Eurydice das neblinas
Vi o frescor das coisas naturais
Só do Preste João não vi sinais

As ordens que levava não cumpri
E assim contando tudo quanto vi
Não sei se tudo errei ou descobri

Sophia de Mello Breyner

quarta-feira, 10 de janeiro de 2007

Não se perdeu nenhuma coisa em mim


Não se perdeu nenhuma coisa em mim.
Continuam as noites e os poentes
Que escorreram na casa e no jardim,
Continuam as vozes diferentes
Que intactas no meu ser estão suspensas.
Trago o terror e trago a claridade,
E através de todas as presenças
Caminho para a única unidade.

Sophia de Mello Breyner Andresen

terça-feira, 9 de janeiro de 2007

Dark Forces

_
Dark Forces, Nuno Cera, 2004
(zoom de 45 segundos em...)

segunda-feira, 8 de janeiro de 2007

Vilanelle For Our Time

From bitter searching of the heart,
Quickened with passion and with pain
We rise to play a greater part.


This is the faith from which we start:
Men shall know commonwealth again
From bitter searching of the heart.


We loved the easy and the smart,
But now, with keener hand and brain,
We rise to play a greater part.


The lesser loyalties depart,
And neither race nor creed remain
From bitter searching of the heart.


Not steering by the venal chart
That tricked the mass for private gain,
We rise to play a greater part.


Reshaping narrow law and art
Whose symbols are the millions slain,
From bitter searching of the heart
We rise to play a greater part.


Frank R. Scott (1899-1985)
(um zoom em Dear Heather, de Leonard Cohen)