domingo, 28 de janeiro de 2007

da cidade


sábado, 27 de janeiro de 2007

coisas...

não tenho,
nunca tive,
não terei (?)
...
mas gosto
(especialmente em preto)

do sentimento

«
Os sentimentos atrasam,
as paixões atrasam,
as instituições atrasam,
está tudo a mais, nesse demais sempre a pesar sobre a existência, ela própria uma ideia a mais,
filósofos, sábios, médicos, padres, pouco a pouco, de mansinho e brutalmente, têm-nos feito esta vida falsa
porque não há profundidade nas coisas, não há além, nem mais voragem do que a que formos capazes de lá pôr (...)
»
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Antonin Artaud
de "Os Sentimentos Atrasam"

quinta-feira, 25 de janeiro de 2007

da luz























(...da luz; encontrado aqui)

terça-feira, 23 de janeiro de 2007

para a zoomista


pirogravura a partir de "the artist's bedroom", Van Gogh

pássaros

Espaços

"
Todas as coisas e seres
são dados aos poemas e exigem estar.
Próximas paisagens distantes,
seres presentes.
Entre o aparo e a escrita.
Próxima, não a respiração
mas a presentificação das coisas,
infindos riscos."

zoom em "Cenas Vivas", de Fiama Hasse Pais Brandão

sexta-feira, 19 de janeiro de 2007

estúdio #1


quinta-feira, 18 de janeiro de 2007


recordações mistas


Hoje comi uma tosta mista e lembrei-me de ti.
(... sorrio)

Insistias que fosse tal como gostavas
com queijo, fiambre, manteiga e um condimento (teu) secreto.

Partilhavamos quase sempre os mesmos gostos
mas docemente me convencias do contrário.

Hoje, voltei a sentir o sabor de uma tosta mista
e lembrei-me de ti, ansioso pela minha resposta:

"Então, gostas?"
(muito)



Zulm Kitchen

terça-feira, 16 de janeiro de 2007

mão

dia de...


domingo, 14 de janeiro de 2007

mãos


sábado, 13 de janeiro de 2007

2 em 1

Jeff Buckley ao som de "Soldier's things", Tom Waits

quinta-feira, 11 de janeiro de 2007

a propósito de "Diálogo de Vanguardas" I

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Oskar Kokoschka, (zoom em...) Schlafendes Mädchen





1840, J.M.W.Turner

a propósito de"Diálogos de vanguardas"...


kokoschka"The red egg"

D E R I V A

VIII

Vi as águas os cabos vi as ilhas
E o longo baloiçar dos coqueirais
Vi lagunas azuis como safiras
Rápidas aves furtivos animais
Vi prodígios espantos maravilhas
Vi homens nus bailando nos areais
E ouvi o fundo som das suas falas
Que já nenhum de nós entendeu mais
Vi ferros e vi setas e vi lanças
Oiro também à flor das ondas finas
E o diverso fulgor dos outros metais
Vi pérolas e conchas e corais
Desertos fontes trémulas e campinas
Vi o rosto de Eurydice das neblinas
Vi o frescor das coisas naturais
Só do Preste João não vi sinais

As ordens que levava não cumpri
E assim contando tudo quanto vi
Não sei se tudo errei ou descobri

Sophia de Mello Breyner

quarta-feira, 10 de janeiro de 2007

Não se perdeu nenhuma coisa em mim


Não se perdeu nenhuma coisa em mim.
Continuam as noites e os poentes
Que escorreram na casa e no jardim,
Continuam as vozes diferentes
Que intactas no meu ser estão suspensas.
Trago o terror e trago a claridade,
E através de todas as presenças
Caminho para a única unidade.

Sophia de Mello Breyner Andresen

terça-feira, 9 de janeiro de 2007

Dark Forces

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Dark Forces, Nuno Cera, 2004
(zoom de 45 segundos em...)